terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ruínas de uma casa sem portas



Tire sua falta

de tempo
desta casa,
dessa sua
cara amarrada
em ofícios:
o ócio, meu
bem – meu amor.
Os olhos também
tem carícias.

Deixo o que me
sobra nesta casa:
nesse caco que
outrora foi laço,
nessa amargura
em um oco.
O ódio, meu
mal – a me matar.
Os olhos também
tem lágrimas.



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