segunda-feira, 26 de março de 2012

O nascer da calma

                                      "Senta-te ao sol. Abdica
                                       E sê rei de ti próprio."
                                                       Ricardo Reis

Indiferentes ao chão que pisava,
meus pés calçavam a brisa do mar
a mergulhar em minha vista.

Guardando leves ondas e laranjas riscando as águas,
os olhos fechavam, já sabidos do caminho 
eternos na clara rota em calma passada.

Na profundidade maior do azul,
apenas a leveza transbordava som,
ressoando no curso onde minha alma fluía,

esquecida do peso, da terra, da espera e do agora.
A Vida trança barbatanas em meu corpo
e dança em cardumes que se pintam de sol,

brilhando pedaços de Infinito.
Onde sigo, sinto
e flutuo.



5 comentários:

  1. Grande Alex Pitta, e meus parabéns pelo poema em grande lavor surrealista e abstrato. Você contrói imagens poéticas belíssimas numa linguagem poética límpida, fluente, doce. Um abraço, Claudio.

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  2. Hermoso!
    Un gran abrazo
    Troche

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