segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Metáforas


Paredes que protegem
e isolam.
A difícil linguagem:
a voz que cala e que mascara
a alma.

Muros de ouro...
Essa não é minha voz.

Talvez mostrem algo que eu tenho,
mas não o suficiente.
Mostram sua beleza
e me trancafiam aqui.

Seria a morte da poesia
se a voz de quem está cercado
fosse ouvida.

Não haveria mais prisão,
dor,
Solidão...

É uma fênix que nasce das
cinzas.
Cinzas caladas e solitárias.

Nada se aproveita do pó.
Resto do fogo da paixão,
esperança,
alegria
e de tudo aquilo que fez construir
os muros.

Estes ainda protegem o corpo
inútil.
O resto abandonado que malmente
agoniza.

Nada mais restou.
E quem era para receber
o tanto ouro dos muros
não viu sequer uma brita.

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