sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre algo chamado Amor














O homem já não dava passos leves como os de antes. Por não sentir o chão, acabou beijando-o em diversos buracos. Os olhos que imaginavam um futuro tornaram-se cegos; a vista foi muito forçada. Esqueceu-se da base, na tentativa de chegar a o céu.

Esvaziava-se no chão, querendo o consolo de um azul que esconde um vazio lá fora. Não caem respostas do céu; apenas estrelas. O chão é gelado, assim como o céu. A estética é ilusória. É o que você enxerga? Pois bem. Imagem é tudo que sua mente processa. Melhor do que esperar daqui de baixo conseguir abraçar todo o azul é saber se o infinito de sua alma consegue preencher seu próprio vácuo. E atrás do azul há um todo repleto de nada.


5 comentários:

  1. Legal.. Esse trecho principalmente: "Não caem respostas do céu; apenas estrelas."

    Como já diriam.. a solidão é azul, e enorme.

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  2. É como tentar construir um castelo sem cavar o poço estrutural...

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