terça-feira, 28 de abril de 2009

Minuano



Céu fechado.
Chão inundado.
Gotas se congelam:
gelo que prende a vida
em um vaso de espera.


Uma folha seca cai no chão.

Passos são mudos por
lamentos que choram
em frestas de rochas.

O cinza, tinta da alma,
colore o quadro negro
de rabiscos de vazios.

O vento veste esse vácuo,
voz da existência,
com os sons rochosos.

O som do ar:
esse sopra algo.

Apenas ele
diz algo.


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