sábado, 20 de setembro de 2014

Abissal de Narciso


A última gota esvai-se no espelho.
Borrada, escorrida de incertezas,
trança frestas sentidas.

Há silêncios trincados – veias expostas
de um moribundo sorrir, sonhar.

O dilúvio em cacos,
mar de eus náufragos:

ilhados na areia ferina e fervente,
evaporando o traço rascunho –
antes falésia dos olhos altos,
mirados ao céu, apoiados em águas.

                           .   .   .

Os cascalhos chacoalham ecos,
seixos de si, saudosos,
sedimentos sentimentos:

um rosto apagado,
alagado de pó,
vento
e nada.






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