segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Anonimado



A oculta letra,

rabiscada no estranho desfacetado,
no escuro espelho:
disforme
nos reflexos do sentir.

As molduras do vidro,
outra pele a cortar infinitos
na ilusão do pleno,
tingem a imagem
com o indizível cinza
do silêncio.

Retrato silente
na mudez do traço:

invisível ao corpo

que no reflexo se desvê.

Invisível ao outro
que no desejo se quer ver.



5 comentários:

  1. Conto
    quando meu coração flerta
    Que os 472 tufões do apocalipse
    Nada representam
    São figuras pequenas, mero detalhe
    Só vejo um coração enorme
    boiando - fileira de dentes
    marfim em faísca
    ... a beleza da vida...
    Pode ser mais simples?
    (...) Guilherme Zarvos

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