terça-feira, 2 de novembro de 2010

Faço-te presente

Para Larissa Tristão

Guardo-te dentro, em papel-presente,
enquanto escasso o tempo teme o fim,
e nele risco a lembrança, laço vermelho
a, em nós, forrar de arco-íris sorrisos.

Dou ao longe a insone andança a vagar saudades,
radiosa e infante fronte a pintar presenças que
futuram o enlace de tão distantes solos.

E abro-te, despindo o agora de tua negra lonjura,
e trago-te, no laço das horas, das manhãs e das carícias,
guardadas doces no véu-presente que, insistente,
se (a)guardou num peito de criança a sonhar, eterna e cega,
o desabrochar do vasto espaço de peitos despidos no laço.



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